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06 de abril de 2011.

Igor Fiodorovitch Stravinsky viveu 89 anos e deixou um grande legado: composições e balés, músicas que influenciaram os estilos de grandes músicos como Frank Zappa e Villa-Lobos.

Stravinsky nasceu em 17 de junho de 1882, em Oranienbaum (atual Lomonosov), na Rússia. Apesar de se interessar muito pela música, ele não teve uma educação musical profunda. Seus pais queriam que ele se tornasse advogado, embora seu pai fosse cantor de ópera imperial e tenha transmitido a Igor a paixão pela música. Quando entrou na faculdade de Direito, começou a compôr e estudar com Nicolai Rimsky-Korsakov, um dos maiores nomes da música russa do final do século XIX e início do século XX e considerado o mais produtivo compositor de óperas da Rússia. (É… Quando alguma coisa tem que acontecer…)

Stravinsky ganhou fama e prestígio no meio musical erudito. Seu estilo, marcado pela tradição russa, ganhou novas características após a 2ª Grande Guerra, quando se mudou-se com sua família para a França. A música tradicional francesa também acabou influenciando as composições de Stravinsky. Já naquela época, alguns compositores norte-americanos se sentiam atraídos por sua obra.

Em dois anos, a filha, a esposa e a mãe morreram. A Europa estava à beira da II Grande Guerra, e Stravinsky aceitou uma posição como cátedra de poesia em Harvard por um ano. Ao final deste período, resolveu ficar, casou-se novamente e mudou-se para a Callifórnia Com isso, ganhou novas influências, mas ainda manteve as tradições musicais eruditas da Rússia e da França.

A obra de Stravinsky influenciou muitos músicos. Sobre ela, Frank Zappa dizia não reconhecer o estilo, mas sim a boa música. Villa-Lobos, que se julgava imune a influências, dialogava com outros artistas em suas obras. No caso de Stravinsky, a peça “Trio 1923”. John Williams também cita Stravinsky na trilha sonora de “Star Wars”.

O vídeo abaixo tem o áudio de uma interpretção de uma das mais famosas composições de Stravinsky, “Pássaro de Fogo”, interpretada pela Orquestra Filarmônica de Londres regida pelo maestro Ernest Ansermet. Vale a pena ouvi-la:




Stravinsky, já idoso, regendo a Sinfonia de Toronto, durante um ensaio Repare na expressão de satisfação no rosto dele. Outro vídeo que vale a pena ser visto:




Texto: Marina Gialluca.