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Algumas reações das pessoas com a música são complicadas de entender.

Por exemplo: porque algumas músicas simples, e até mesmo bobas, ou sem grandes atrativos, mexe tanto com a gente. E mais complicado de entender quando isso acontece não só comigo (um individuo), mas quando a coisa se espalha como praga, e desperta em muitas pessoas um mesmo sentimento.

Será o sentimento de pertencimento? De grupo? O mesmo que ocorre numa torcida de estádio? Que empolgação é essa?

Mas o mistério mesmo está nisso: porque algumas músicas provocam isso enquanto outras não?

I Gotta Feeling (do Black Eyed Peas) faz isso. Apesar da música ser fraquinha (do ponto de vista puramente musical), ela mexe. E, claro, provoca uma avalanche de vídeos.

Começando com o garoto na loja da Apple dublando:

O próprio Black Eyes Peas no programa da Oprah:

E um vídeo muito bacana feito pela turma da UQAM (Quebec, Canada, num plano sequencia de dar dor de cabeça só em imaginar o planejamento pra fazer dar certo:

Aconteceu a mesma coisa com a Macarena. Mas essa eu vou poupar vocês e não vou colocar um vídeo.

14/agosto/2009

A primeira Rave: agosto de 1969

Quatro rapazes. Dois tinham dinheiro, dois tinham idéias. Os dois das grandes idéias queriam montar uma gravadora para oficializar a música da cidadezinha onde moravam chamada Woodstock, pertinho de Manhatan, ou realizar um festival que incluísse música, arte e estilo de vida.

Juntos, John Roberts, Michael Lang, ambos com 24 anos de idade, e Artie Kornfeld e Joel Rosenmann, com 26, realizaram a primeira rave da história: três dias de música, cores, idéias e drogas.

Eles decidiram que o evento seria realizado fora da cidade, para enfatizar o clima de “volta ao campo”. Para atrair o público jovem, foram usados os símbolos e frases consagrados pela contracultura. Uma tornou-se o lema: “Três dias de paz e música”. Os planos eram reunir 100.000 pessoas, mas Woodstock superou todas as expectativas: quase meio milhão de pessoas acompanharam os três dias de “mentes abertas”. O festival gerou um dos maiores congestionamentos de Nova York, e nenhum acidente!

Mas, o que foi o festival de Woodstock, afinal? É preciso entender um pouco do mundo em que eles viviam.

A história

Nos anos 50, acabada a 2ª Grande Guerra, a Guerra fria começou a se instalar. De um lado a União Soviética, recém fortalecida. De outro, os Estados Unidos, a nação mais próspera e suas fortes tendências colonialistas.

Dentro dos Estados Unidos, surge o macartismo, um movimento conservador que desencadeou uma campanha anti-comunista e anti-socialista e tentava disseminar o fundamentalismo norte-americano. Muitos artistas, produtores e intelectuais foram incluídos numa lista de suspeitos de serem comunistas e combater os valores “americanos autênticos” e vigiados dentro de seu próprio país. Um deles foi Charles Chaplin, perseguido pelo FBI por causa das mensagens humanistas de seus filmes. Em 1952, Chaplin deixou os Estados Unidos.

Mas sempre tem alguém descontente!


Esse tal de Elvis Rock Presley in Roll

Lá pela metade dos anos 50, da música que soava dos guetos negros saiu um garoto com uma voz lindíssima, uma dança sexy, e branco. Elvis apresentou o rock ao público branco.

Os Beatnicks


Os beatnicks foram uma geração que teve que sair de casa e freqüentava muito as rodovias, como a famosa Rota 66. Eram jovens que se conheceram na universidade, que liam Kafka e Nietzsche, Melville e Withman, autores considerados nada ortodoxos na época. Estes jovens não eram bem vistos pela sociedade, e tentavam mostrar seu desgosto com a cultura contemporânea.

O beatnick valorizava a individualidade, o livre arbítrio, a experimentação e a mudança, fazendo oposição à manutenção dos antigos valores da burguesia.

Segundo escritos beats, eles queriam o direito de serem eles mesmos; não tinham solução para os problemas do mundo, nem para os seus próprios!

Algumas das características do movimento foram a criação espontânea, seguindo um ritmo mental fluente, cheio de frases em movimento, liberdade na poesia, cheia de imagens surreais, livre de padrões, com versos de 5 linhas; na música, encontrava seus paralelos no bebop de Charlie Parker, no ato de criação contínuo e improvisos no palco; na pintura, o expressionismo abstrato de Jackson Pollock, aqueles quadros que mais parecem “borrões” sobrepostos!

O principal nome do movimento é Jack Kerouac, um escritor que acreditava que sua missão era escrever livros e pregar a bondade universal. Seu objetivo era a liberdade para o homem, num certo prenúncio do que seriam os hippies nos anos 60.

Outro expoente beatnick foi William Borroughts, um herdeiro rico, formado em medicina, mais velho e mais culto que todos os outros beats. Foi viciado em heroína por 10 anos.

Descreveu aqueles anos em um livro chamado Naked Lunch, contando de viagens e paranóias, permeadas de horrores do imaginário; mundo habitado por traficantes e lagartos; “o inferno”, segundo o autor de A Laranja Mecânica.

Nos anos 60…


Nos anos 60, deixando para trás o rock inocente e romântico dos anos 50, surgem artistas preocupados em que suas músicas passassem mensagens políticas e acordassem o grande público, enquanto o mundo entrava na era do consumo! As regras chegavam às pessoas através da tv, e a guerra fria continuava esquentando as cabeças.

Em 1961, os Beach Boys faziam sucesso tocando a “surf music” nas praias, estilo inspirado no doo woop, dos grupos musicais que cantavam de terno e estalavam os dedos, com uma afinação impecável.

Quase ao mesmo tempo, nos bares, tendo como base o folk, surgiram artistas como Bob Dylan e Joan Baez, que mudariam mais uma vez a cara do rock.

Em 1963, o trabalho de Bob Dylan já repercutia, e as letras inteligentes de sua música chamavam a atenção de público e crítica, fato inédito até então na música pop. Em maio daquele ano foi realizado o Monterey Festival, na Califórina, reunindo Bob Dylan e Joan Baez, além de outros artistas do estilo como Peter Seeger e o trio Peter, Paul & Mary. Lembram-se do macartismo? Pois é, a música folk e, principalmente, Bob Dylan seriam taxados de comunistas, o que atraiu ainda mais a atenção do público jovem, cada vez mais sedento de novidades!

Enquanto isso, na Inglaterra, os Beatles já começavam a dar seu recado.
Em 1965, na Califórnia, surge o The Doors, liderado por Jim Morrison. Naquela época, rock e drogas andavam quase sempre juntos. As drogas não mais eram apenas consumidas para eliminar o cansaço como se dizia, mas também buscar prazer e estados alterados de percepção. A música da época foi fortemente influenciada por drogas como LSD, o que acabou rendendo ao rock o título de “Música do Diabo”.

Hippies


Mas os anos 60 foram também a década do movimento hippie, uma versão em cores dos beatnicks, e sua mensagem era de paz, amor e sexo livre. De cabelos grandes, batas e drogas, o movimento hippie opunha-se aos valores consumistas e à política bélica dos Estado Unidos. Ele queriam acabar com a pobreza, o racismo, denunciar a poluição do ar, libertar-se da inveja e da cobiça.

Em 1967, de 16 a 18 de junho, na California, foi realizado o Monterey Pop Festival, considerado o primeiro grande festival de rock. Graças à cobertura dada ao festival, os hippies e seus melhores grupos de rock ganharam fama internacional. Eram esperadas cerca de 7 mil pessoas, mas o Festival acabou recebendo mais de 50 mil, a maioria sem ingresso. O slogan do festival era “Música, amor e flores”. O Festival de Monterey mostrou ao mundo duas estrelas: Janis Joplin e Jimi Hendrix, os ícones do movimento hippie, e contou ainda com The Animals, Simon and Garfunkel, Bufallo Springfield, entre outros.

Em 1968, nasce o Led Zeppelim de Jimmy Page com sua sonoridade inédita e mais agressiva do que qualquer música anterior, embora carregasse a herança do blues.

Em 1969, a morte de um fã durante um show dos Rolling Stones durante uma apresentação gratuita no festival de Altamond, na California, foi marcante.

Mesmo assim…

Naquele mesmo ano foi realizado o maior festival de música até então.
Entre 15 e 17 de agosto, numa fazenda em Woodstock, interpretado por muitos como o marco do início de uma nova era de paz e amor, com apresentações entre outros de Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jefferson Airplane e The Who, foi realizado o Woodstock Music & Arts Fair Festival. O valor do ingresso para o fim de semana era 18 dólares, mas a maior parte do público invadiu o local derrubando as cercas, sem pagar nada. Na faixa!
Foi ali onde Crosby, Still, Nash and Young tocaram para mais de 400 mil pessoas; e onde aproximadamente 320.000 pessoas viram Jimi Hendrix tocar.

O festival teve duração de 3 dias. Mas no quarto dia, diante de pessoas que insistiam em não ir embora, drogados demais para voltar para casa, debaixo de um sol intenso, Jimi Hendrix subiu ao palco, e fez sua famosa interpretação do hino nacional dos Estado Unidos, “The Star Spangled Banner”, arrancando de sua guitarra explosões de bombas, granadas, rajadas de metralhadoras e roncos de helicópteros, uma alusão à guerra do Vietnã.

Era 18 de agosto. Foi o ápice.

Por três dias, o local tornou-se uma mini-nação hippie, onde as mentes estavam “abertas”, drogas eram totalmente permitidas, e o amor era livre.

O Festival criou um dos piores engarrafamentos da história norte-americana, e foi um marco na história da música mundial.

O primeiro dia de Woodstock reuniu diversos astros da folk music numa atmosfera acústica; várias canções refletiam a agitação da sociedade norte-americana dos anos 60. Country Joe McDonald cantou I Feel I´m Fixing to Die, uma afiada sátira à guerra do Vietnã; Joan Baez criticou os conservadores em Drug Store Truck Driving Man,e ironicamente, dedicou-a ao então governador da Califórnia Ronald Regan.

Quem abriu o festival foi Richie Havens, que tocou duas músicas.

As imagens gravadas do público mostram que o slogan não era só uma frase, e que o clima de “paz e amor” realmente se instalou por lá.

Já no dia 18, o indiano e pai da cantora Norah Jones, Ravi Shankar, tocou uma música instrumental no ritmo de seu país.

Arlo Guthrie cantou Bob Dylan na música Walking Down The Line.


Alguns números

Três pessoas morreram (uma por overdose de heroína, uma por ruptura de apêndice e outra atropelada por um trator);

Quarto abortos foram comunicados;

Duas pessoas nasceram;

Dezoito médicos e trinta e seis enfermeiros fizeram 6.000 atendimentos; no dia 16 de agosto, mais 50 médicos foram chamados;

Aproximadamente 100 pessoas foram presas por envolvimento com drogas;

Quinhentos mil sanduiches foram consumidos no primeiro dia de festival;
Seiscentos banheiros químicos foram instalados no local;

Houve prisões por envolvimento com drogas, mas nenhum incidente violento, nem nos arredores da fazenda onde era realizado o evento, apesar da multidão acampada ali;

Quase 500.000 jovens descobriram que as palavras compartilhar, ajudar, consideração e respeito são muito poderosas;

Aqueles jovens saíram de Woodstock com uma visão totalmente nova da vida: “saíram de lá sentindo-se ungidos de santidade, como seres privilegiados de outro planeta”, como alguém descreveu.

O evento foi documentado em um filme de mais de três horas de duração, dirigido por Michael Wadleigh


Quem tocou lá

Primeiro dia:
Richie Havens
Sweetwater
Bert Sommer
Tim Hardin
Ravi Shankar
Melanie
Arlo Guthrie
Joan Baez

Segundo Dia
Quill
Country Joe McDonald
John B. Sebastian
Keef Hartley Band
Santana
Incredible String Band
Canned Heat
Grateful Dead
Creedence Clearwater Revival
Janis Joplin
Sly & The Family Stone
The Who
Jefferson Airplane

Terceiro Dia
Joe Cocker
Country Joe & The Fish
Leslie West/Mountain
Ten Years After
The Band
Johnny Winter
Blood Sweat And Tears
Crosby, Stills, Nash & Young

Quarto Dia
Paul Butterfield Blues Band
Sha-Na-Na
Jimi Hendrix



Moral da estória!

Uma nova moral, nova ética, novos valores foram plantados na mente das pessoas. Esta semente ainda existe dentro de quem se permite sonhar e acreditar na realização de seu sonho. Aliás, um sonho que ainda não acabou…

Quanto ao rock, grandes músicos o elevaram à categoria de arte, fazendo desaparecer para sempre a simplicidade característica de seus primeiros anos.

Mas nem tudo terminou em flores…

Jimmy Morrison acabou morrendo de overdose, aos 27 anos.
Jimi Hendrix morreu sufocado pelo próprio vômito, também vítima de overdose, também aos 27 anos. Janes Joplin teve o mesmo fim. Ela também tinha 27 anos.

Por Chris Domene - Jornalista


31/julho/2009

5 notas. Só 5 notinhas. Isso é a escala pentatônica.

Se o nome não é familiar, com toda certeza você já ouviu ela milhares de vezes.

É a escala mais intuitiva. Usada em muitas formas de música primitiva.

Os índios usam flautas com a escala pentatônica. Os chineses usam a escala pentatonica. O Blues usa a pentatônica. Música escocesa (gaita de foles), música gospel (Amazin Grace é composta usando somente as notas da escala pentatônica), as orquestras de gamelan na Indonésia usam a pentatônica.

Claude Debussy usou, os cantos gregorianos usam, os gregos antigos, Keith Richard dos Rolling Stones.

A sua mãe quando limpa o piano e passa o pano de pó nas teclas pretas toca a escala pentatônica.

Em qualquer parte do mundo essa escala é muito difundida. De alguma forma, ela parece estar impregnada na nossa mente. Por que? Como?

Os neurociêntistas não explicam, mas o Bobby McFerrin demonstra com uma clareza que só vendo.
Então veja:

10/julho/2009

Um jingle normalmente é feito para enaltecer um produto, ou provocar uma maior simpatia com determinada marca. E se bem feito, é muito eficaz.

Mas e um jingle ao contrário? Feito para falar mal de uma empresa?

Foi o que Dave Carrol fez.

A história

Dave é um cantor de country e estava viajando com sua banda para tocar em Nebraska. O violão de Dave foi tratado de forma não muito delicada pelos carregadores do avião, e o resultado foi um violão de U$ 3500 quebrado.

Cansado de ser enrolado por 9 meses pela United Airlines para ter o reembolso de sua perda, resolver fazer o que melhor sabe fazer: compôs uma canção falando mal da empresa e colocou no Youtube.

Resultado: em 4 dias o vídeo foi visto por mais de 1.4 milhão de pessoas. Acho que o prejuízo de imagem da United foi bem maior que os U$ 3500 que ela devia ao Dave Carrol.

Detalhes da história:

www.davecarrollmusic.com

Os estúdios de criação de trilha tem se tornado cada vez mais centrais de tecnologia, softwares sofisticados, instrumentos virtuais, etc.

Mas algumas vezes o velho e bom papel pautado e lápis saem do armário e se metem no meio da produção.

Foi o que aconteceu na criação de uma vinheta para uma rádio grande de São Paulo. Na hora de decidir qual a melhor linha melódica para se cantar o nome da rádio, o papel e lápis ganharam em praticidade do computador e seus software quase mágicos. O resultado final ficou ótimo, e terminamos com 20 canais de gravação só de vocal.

Assim que o job estiver aprovado eu coloco aqui pra vocês ouvirem.

Mauricio Domene

Infelizmente, só em inglês. Mas no site do TED tem como assistir com legendas em espanhol (e inglês, que as vezes ajuda).

O advogado Larry Lessing fala sobre direito autoral, senso comum, creative commons, e como podemos sobreviver nesse emaranhado de conceitos caducos de cópias ilegais, P2P, remix, mashups, etc

Não se deixe perder nos primeiros minutos da apresentação porque tudo fará muito sentido logo adiante.



Larry Lessig, the Net’s most celebrated lawyer, cites John Philip Sousa, celestial copyrights and the “ASCAP cartel” in his argument for reviving our creative culture.

Larry Lessing on TED

Mauricio Domene

06/05/2009

Uma proposta da RCA Selectavision, uma divisão da RCA de onde vieram a fita magnética e o VHS… em 1932. Veja o “anúncio”: Home Movies From Phonograph Records PLAY a moving picture from a phonograph record! When Baird, the English television experimenter, suggested this system several years ago, he did not realize how soon it would be before his prophecy would come true. Those who have listened to television programs know that the signals become audible in the form of a shrill whistle in the loudspeaker. This whistle carries the picture elements in the form of modulated sound. If we pass this sound through suitable apparatus it becomes capable of reproducing a picture. It is obvious, then, that we could record this sound on a phonograph record and “can” a picture just as we now “can” sound in the form of music. The sound, in the form of electric current, is taken from the phonograph record by means of a specially designed electrical pick-up. From this point it is carried to an amplifier and thence to a television crater tube. At this point the image is thrown on the screen. While much remains to be done to develop this apparatus, we may look forward to the day when our moving pictures will come in this new and convenient form.” Fonte: modernmechanix

Só para ter comparação do avançado da idéia: em 1928 foi instalada a primeira estação de TV nos EUA

Fonte: tvhistory

É só trocar os números e ao invés de partitura substituir por CD e download que o texto parece que foi escrito hoje.


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Fonte: NY Times

Composta por Zequinha de Abreu (1880-1935), compositor paulistano, em 1917, logo se tornou sucesso.

Tornou-se uma das músicas mais conhecidas e gravadas, no Brasil e no exterior, com versões por Carmen Miranda

Ray Conniff e outros.

Em 1945 a música fez parte da trilha sonora de nada menos que 5 filmes americanos, entre eles “Saludos Amigos“, da Disney, onde pela primeira vez apareceu o personagem Zé Carioca.

Em 1952 a Cia. Cinematográfica Vera Cruz produziu sob direção de Fernando de Barros e Adolfo Celi o filme “Tico-tico no fubá” baseado na vida de Zequinha de Abreu, estrelado por Anselmo Duarte e Tônia Carrero, com trilha sonora de Radamés Gnatalli.

Ah, certo… você achou Ray Conniff meio brega.
Mas é porque você não viu isso:

Liberace

Claro, toda música muito executada, é passível de sofrer esses desatinos.

Mas também tem muita coisa boa:

Hermeto Pascoal e Sivuca

Paco de Lucia

Quer mais?

Um site com 61 versões do Tico Tico no Fubá.

http://blog.wfmu.org/freeform/2005/11/61_versions_of_.html

Mauricio Domene

13/04/2009

Sim, em 1983, muito antes da Internet comercial, antes do sucesso do CD, muito antes do que qualquer um de nós pudesse imaginar tudo que está acontecendo com a música na Internet.

Quem foi o gênio que pensou nisso?

Frank Zappa (1940 – 1993)

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O mesmo gênio que pensou a música num formato totalmente diferente, que deu o primeiro emprego ao Steve Vai, que lutou contra censura nos EUA veementemente, e com discursos recheados de tiradas sarcásticas e geniais, que brigou com a sua gravadora (Warner) em 1977 por incentivar os fãs a gravarem as músicas do seu disco das rádios (disco esse que havia sido recusado pela Warner), etc.

Tem muito material sobre Zappa na net, como esse no Wikipedia, esse no AllMusic, fora o site oficial dele.

Abaixo, em trecho da proposta dele para um sistema de venda de músicas para substituir o sistema de venda de discos.

A PROPOSAL FOR A SYSTEM TO REPLACE ORDINARY RECORD MERCHANDISING

- copyright 1983 by Frank Zappa –

Ordinary phonograph record merchandising as it exists today is a stupid process which concerns itself essentially with pieces of plastic, wrapped in pieces of cardboard.

These objects, in quantity, are heavy and expensive to ship.  The manufacturing process is complicated and crude.  Quality control for the stamping of the discs is an exercise in futility.  The system is subject to pilferage (as, in some instances, pressing ‘over-runs’ have been initiated, with the quantity pressed above the amount of the legitimate order removed from the premises and sold on the black market).

Every major record company has vaults full of (and perpetual rights to) great recording by major artists in many categories which might still provide enjoyment to music consumers if they were made available in the right way.  MUSIC CONSUMERS LIKE TO CONSUME MUSIC . . . NOT PIECES OF VINYL WRAPPED IN PIECES OF CARDBOARD.

Aqui você pode ler a proposta completa escrita por Frank Zappa em 1983.