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13/04/2009

Sim, em 1983, muito antes da Internet comercial, antes do sucesso do CD, muito antes do que qualquer um de nós pudesse imaginar tudo que está acontecendo com a música na Internet.

Quem foi o gênio que pensou nisso?

Frank Zappa (1940 – 1993)

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O mesmo gênio que pensou a música num formato totalmente diferente, que deu o primeiro emprego ao Steve Vai, que lutou contra censura nos EUA veementemente, e com discursos recheados de tiradas sarcásticas e geniais, que brigou com a sua gravadora (Warner) em 1977 por incentivar os fãs a gravarem as músicas do seu disco das rádios (disco esse que havia sido recusado pela Warner), etc.

Tem muito material sobre Zappa na net, como esse no Wikipedia, esse no AllMusic, fora o site oficial dele.

Abaixo, em trecho da proposta dele para um sistema de venda de músicas para substituir o sistema de venda de discos.

A PROPOSAL FOR A SYSTEM TO REPLACE ORDINARY RECORD MERCHANDISING

- copyright 1983 by Frank Zappa –

Ordinary phonograph record merchandising as it exists today is a stupid process which concerns itself essentially with pieces of plastic, wrapped in pieces of cardboard.

These objects, in quantity, are heavy and expensive to ship.  The manufacturing process is complicated and crude.  Quality control for the stamping of the discs is an exercise in futility.  The system is subject to pilferage (as, in some instances, pressing ‘over-runs’ have been initiated, with the quantity pressed above the amount of the legitimate order removed from the premises and sold on the black market).

Every major record company has vaults full of (and perpetual rights to) great recording by major artists in many categories which might still provide enjoyment to music consumers if they were made available in the right way.  MUSIC CONSUMERS LIKE TO CONSUME MUSIC . . . NOT PIECES OF VINYL WRAPPED IN PIECES OF CARDBOARD.

Aqui você pode ler a proposta completa escrita por Frank Zappa em 1983.


02/04/2009

A melhor pegadinha de 1º abril que já vi.

A Apple colocou na loja do iTunes uma promoção especial no dia 1º de abril.
Download de graça da música 4′33″ do John Cage.

De graça!! E a pegadinha não era isso. Realmente era de graça.

A pegadinha era que muita gente desconhece a música 4′33″.

A partitura (para qualquer combinação de instrumentos) instrui os músicos a não tocarem nenhuma nota durante o tempo da música (4 minutos e 33 segundos).

Definitivamente foi a melhor pegadinha de 1º de abril que eu não ouvi.

Mauricio Domene

30/03/2009

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Acabou de chegar aqui no estúdio a nova edição da revista “Música e Imagem”, editado pela Roland (fabricante de instrumentos musicais e equipamentos de áudio).

Nilton Corazza, editor da revista, havia me convidado para escrever uma coluna, e lá está a matéria na pagina 25.

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Já havia colaborado com o Nilton na revista Studio, quando escrevi uma coluna sobre trilha sonora por um ano. Essa experiência de escrever sobre a profissão é muito interessante.  Obriga a pensar e teorizar o que fazemos muitas vezes por instinto ou porque aprendemos na prática. Diria que aprende-se muito mais do que se ensina.

Mauricio Domene




29/03/2009
Da France Presse

Maurice Jarre, compositor de trilhas sonoras de filmes que se tornaram míticos e fizeram a história do cinema, como “Lawrence da Arábia” (1962), “Doutor Jivago” (1965), e “Passagem para a Índia”, (1984), faleceu na madrugada deste domingo (29), aos 84 anos de idade, em Los Angeles (Estados Unidos), anunciou à AFP seu filho, Jean-Michel Jarre, confirmando a notícia divulgada pelo site “Purepeople”.

Maurice Jarre nasceu em 13 de setembro de 1924 em Lyon, na França, e compôs mais de 160 partituras cinematográficas para grandes diretores como John Frankenheimer, Alfred Hitchcock, John Huston, Luchino Visconti e Peter Weir.

Famoso pelas trilhas sonoras de grandes sucessos de bilheteria, foi vencedor de três Oscars, quatro Globos de Ouros, dois BAFTA, Grammy, e ASCAP.

Possui uma estrela na calçada da fama em Hollywood Boulevard. Além de suas composições para cinema e teatro, ele também compôs ballets, concertos, óperas e cantatas.

24/03/2009

Está online o novo game da Garoto, para uma promoção de Páscoa, com trilha do Estúdio Next.

(clique aqui para jogar)

Game Garoto - Páscoa

Diferente da maioria das trilhas sonoras de games desse porte, não segui a lógica de musiquinha eletrônica e infantil. Optei por utilizar instrumentos de verdade (baixo e guitarras) para dar mais vida, para criar um som mais orgânico em contraponto ao universo eletrônico da maioria dos games.

Também escolhi um ritmo mais atual, levando em conta o que a garotada anda ouvindo. O fato de ter filhos ajuda a não entrar no preconceito de “fazer musiquinha pra criança”, um erro que muita gente acaba cometendo por não vivenciar o universo infantil. Acaba só repetindo o que já ouviu por aí de música infantil sem se perguntar se ainda é uma referência válida.

Um diferencial na criação de uma trilha para game é que a duração dela não está previamente determinada. A gente nunca sabe quanto tempo ela vai ficar tocando, pois isso depende do andamento do jogo, da habilidade do jogador. Por isso o processo exige uma técnica diferente de criação. A música precisa ter o formato de loop, ou seja, uma música sem fim, onde o final e começo se encaixam perfeitamente. Um jeito diferente de pensar música.

O engraçado é que criar os efeitos sonoros deu muito mais trabalho do que criar a música. A gente acha que é simples,mas quando vê, já gastou mais tempo nos “efeitinhos” do que na trilha mesmo. Por isso é bom cuidar na hora de orçar esse tipo de trabalho, pois é fácil de se enganar na estimativa de tempo gasto.

Toda programação visual do game foi criada pela Mono 3D, uma turma muito talentosa e criativa. Vale a pena conferir o trabalho deles.

Mauricio Domene

Not only are CD sales still falling, but a whopping 17 million customers stopped buying CDs altogether in 2008. The economic downturn is cited as one reason for the sharp decline, but new services offer viable ways for the music industry to survive this rocky transition period.

While overall music sales were up 10 percent in 2008, the year saw a drop not only in CD sales, but in the number of customers actually purchasing music. But according to a new report, the act of music listening is actually on the rise. While digital music purchases remain strong, the numbers show that there is still much more work to be done in the industry’s transition to a new, more diverse set of business models.

Leia o restante da matéria aqui

17 de março, 2009

NEW YORK (Reuters) - Creators of the U.S. television show “Family Guy” did not infringe copyright when they transformed the song “When You Wish Upon a Star” for comical use in an episode, a U.S. judge ruled on Monday.

Music Publisher Bourne Co., the U.S. copyright owner of the song made famous in Walt Disney’s “Pinocchio,” sued Fox Broadcasting Co., creator Seth MacFarlane and producers in October 2007 for copyright breach.

The lawsuit said the song “I Need a Jew,” featured in one of the animated show’s episodes, was a thinly veiled copy of the music from ‘When You Wish Upon a Star’ coupled with “new anti-Semitic lyrics” and had done damage to the original.

But U.S. District Judge Deborah Batts ruled that the lyrics and tone of the song used in “Family Guy” were “strikingly different.”

Leia mais aqui

Usar loops (trechos gravados por outras pessoas) numa colagem musical não é nada novo.
Mas fazer isso a partir de vídeo garimpados no youtube, e mais, usar somente material extraído desses vídeos, isso é coisa de genio.

Agora, já seria genial somente conseguir fazer isso. Mas conseguir fazer isso com a qualidade musical como o Kutiman fez… ai não tem mais o que escrever.
Veja:

A música faz parte do projeto Thru-you, e lá dá pra ouvir outras criações dele.

Só pra ter uma dimensão melhor da complexidade do que o Kutiman fez, veja alguns vídeos de onde o material musical foi retirado:

Bateria:
TheHitman1990 (Bernard “Pretty” Purdie clip),


Guitarra:
Free Funk Guitar Lesson Inspired By James Brown

Voz e harmonica
Blues Harp & Vocals from Brian Fox of Brian Fox Reloaded

12/03/2009

fonte: CineClick

Foram divulgados nesta quarta-feira (11/3) os indicados ao Grande Prêmio Vivo do Cinema Brasileiro. A entrega será realizada dia 14 de abril, às 21h, no Vivo Rio, com transmissão pelo Canal Brasil. Esta é a 7ª edição do prêmio, que, desde o ano passado, conta com um novo patrocinador, a operadora de telefonia celular Vivo, também anunciada no mesmo evento.

Além de uma homenagem ao cineasta Nelson Pereira dos Santos, o troféu Grande Otelo será entregue aos profissionais em 25 categorias. Estômago e Meu nome não é Johnny são os grandes campeões de indicações, com 14 cada um.

Confira todos os indicados aqui

Um grupo de arqueólogos e musicólogos egípcios tenta recriar, com base em hieróglifos antigos, a música que era ouvida nos tempos em que os faraós governavam o Egito.

Apesar de existirem várias imagens de músicos e instrumentos e menções de canções registradas em pedras ou papiros, os antigos egípcios não deixaram indicações que dessem pistas sobre a notação das músicas.

Leia a íntegra desta matéria no site da BBC Brasil