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Infelizmente, só em inglês. Mas no site do TED tem como assistir com legendas em espanhol (e inglês, que as vezes ajuda).

O advogado Larry Lessing fala sobre direito autoral, senso comum, creative commons, e como podemos sobreviver nesse emaranhado de conceitos caducos de cópias ilegais, P2P, remix, mashups, etc

Não se deixe perder nos primeiros minutos da apresentação porque tudo fará muito sentido logo adiante.



Larry Lessig, the Net’s most celebrated lawyer, cites John Philip Sousa, celestial copyrights and the “ASCAP cartel” in his argument for reviving our creative culture.

Larry Lessing on TED

Mauricio Domene

06/05/2009

Uma proposta da RCA Selectavision, uma divisão da RCA de onde vieram a fita magnética e o VHS… em 1932. Veja o “anúncio”: Home Movies From Phonograph Records PLAY a moving picture from a phonograph record! When Baird, the English television experimenter, suggested this system several years ago, he did not realize how soon it would be before his prophecy would come true. Those who have listened to television programs know that the signals become audible in the form of a shrill whistle in the loudspeaker. This whistle carries the picture elements in the form of modulated sound. If we pass this sound through suitable apparatus it becomes capable of reproducing a picture. It is obvious, then, that we could record this sound on a phonograph record and “can” a picture just as we now “can” sound in the form of music. The sound, in the form of electric current, is taken from the phonograph record by means of a specially designed electrical pick-up. From this point it is carried to an amplifier and thence to a television crater tube. At this point the image is thrown on the screen. While much remains to be done to develop this apparatus, we may look forward to the day when our moving pictures will come in this new and convenient form.” Fonte: modernmechanix

Só para ter comparação do avançado da idéia: em 1928 foi instalada a primeira estação de TV nos EUA

Fonte: tvhistory

É só trocar os números e ao invés de partitura substituir por CD e download que o texto parece que foi escrito hoje.


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Fonte: NY Times

Composta por Zequinha de Abreu (1880-1935), compositor paulistano, em 1917, logo se tornou sucesso.

Tornou-se uma das músicas mais conhecidas e gravadas, no Brasil e no exterior, com versões por Carmen Miranda

Ray Conniff e outros.

Em 1945 a música fez parte da trilha sonora de nada menos que 5 filmes americanos, entre eles “Saludos Amigos“, da Disney, onde pela primeira vez apareceu o personagem Zé Carioca.

Em 1952 a Cia. Cinematográfica Vera Cruz produziu sob direção de Fernando de Barros e Adolfo Celi o filme “Tico-tico no fubá” baseado na vida de Zequinha de Abreu, estrelado por Anselmo Duarte e Tônia Carrero, com trilha sonora de Radamés Gnatalli.

Ah, certo… você achou Ray Conniff meio brega.
Mas é porque você não viu isso:

Liberace

Claro, toda música muito executada, é passível de sofrer esses desatinos.

Mas também tem muita coisa boa:

Hermeto Pascoal e Sivuca

Paco de Lucia

Quer mais?

Um site com 61 versões do Tico Tico no Fubá.

http://blog.wfmu.org/freeform/2005/11/61_versions_of_.html

Mauricio Domene

13/04/2009

Sim, em 1983, muito antes da Internet comercial, antes do sucesso do CD, muito antes do que qualquer um de nós pudesse imaginar tudo que está acontecendo com a música na Internet.

Quem foi o gênio que pensou nisso?

Frank Zappa (1940 – 1993)

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O mesmo gênio que pensou a música num formato totalmente diferente, que deu o primeiro emprego ao Steve Vai, que lutou contra censura nos EUA veementemente, e com discursos recheados de tiradas sarcásticas e geniais, que brigou com a sua gravadora (Warner) em 1977 por incentivar os fãs a gravarem as músicas do seu disco das rádios (disco esse que havia sido recusado pela Warner), etc.

Tem muito material sobre Zappa na net, como esse no Wikipedia, esse no AllMusic, fora o site oficial dele.

Abaixo, em trecho da proposta dele para um sistema de venda de músicas para substituir o sistema de venda de discos.

A PROPOSAL FOR A SYSTEM TO REPLACE ORDINARY RECORD MERCHANDISING

- copyright 1983 by Frank Zappa –

Ordinary phonograph record merchandising as it exists today is a stupid process which concerns itself essentially with pieces of plastic, wrapped in pieces of cardboard.

These objects, in quantity, are heavy and expensive to ship.  The manufacturing process is complicated and crude.  Quality control for the stamping of the discs is an exercise in futility.  The system is subject to pilferage (as, in some instances, pressing ‘over-runs’ have been initiated, with the quantity pressed above the amount of the legitimate order removed from the premises and sold on the black market).

Every major record company has vaults full of (and perpetual rights to) great recording by major artists in many categories which might still provide enjoyment to music consumers if they were made available in the right way.  MUSIC CONSUMERS LIKE TO CONSUME MUSIC . . . NOT PIECES OF VINYL WRAPPED IN PIECES OF CARDBOARD.

Aqui você pode ler a proposta completa escrita por Frank Zappa em 1983.


02/04/2009

A melhor pegadinha de 1º abril que já vi.

A Apple colocou na loja do iTunes uma promoção especial no dia 1º de abril.
Download de graça da música 4’33″ do John Cage.

De graça!! E a pegadinha não era isso. Realmente era de graça.

A pegadinha era que muita gente desconhece a música 4’33″.

A partitura (para qualquer combinação de instrumentos) instrui os músicos a não tocarem nenhuma nota durante o tempo da música (4 minutos e 33 segundos).

Definitivamente foi a melhor pegadinha de 1º de abril que eu não ouvi.

Mauricio Domene

30/03/2009

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Acabou de chegar aqui no estúdio a nova edição da revista “Música e Imagem”, editado pela Roland (fabricante de instrumentos musicais e equipamentos de áudio).

Nilton Corazza, editor da revista, havia me convidado para escrever uma coluna, e lá está a matéria na pagina 25.

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Já havia colaborado com o Nilton na revista Studio, quando escrevi uma coluna sobre trilha sonora por um ano. Essa experiência de escrever sobre a profissão é muito interessante.  Obriga a pensar e teorizar o que fazemos muitas vezes por instinto ou porque aprendemos na prática. Diria que aprende-se muito mais do que se ensina.

Mauricio Domene




29/03/2009
Da France Presse

Maurice Jarre, compositor de trilhas sonoras de filmes que se tornaram míticos e fizeram a história do cinema, como “Lawrence da Arábia” (1962), “Doutor Jivago” (1965), e “Passagem para a Índia”, (1984), faleceu na madrugada deste domingo (29), aos 84 anos de idade, em Los Angeles (Estados Unidos), anunciou à AFP seu filho, Jean-Michel Jarre, confirmando a notícia divulgada pelo site “Purepeople”.

Maurice Jarre nasceu em 13 de setembro de 1924 em Lyon, na França, e compôs mais de 160 partituras cinematográficas para grandes diretores como John Frankenheimer, Alfred Hitchcock, John Huston, Luchino Visconti e Peter Weir.

Famoso pelas trilhas sonoras de grandes sucessos de bilheteria, foi vencedor de três Oscars, quatro Globos de Ouros, dois BAFTA, Grammy, e ASCAP.

Possui uma estrela na calçada da fama em Hollywood Boulevard. Além de suas composições para cinema e teatro, ele também compôs ballets, concertos, óperas e cantatas.

24/03/2009

Está online o novo game da Garoto, para uma promoção de Páscoa, com trilha do Estúdio Next.

(clique aqui para jogar)

Game Garoto - Páscoa

Diferente da maioria das trilhas sonoras de games desse porte, não segui a lógica de musiquinha eletrônica e infantil. Optei por utilizar instrumentos de verdade (baixo e guitarras) para dar mais vida, para criar um som mais orgânico em contraponto ao universo eletrônico da maioria dos games.

Também escolhi um ritmo mais atual, levando em conta o que a garotada anda ouvindo. O fato de ter filhos ajuda a não entrar no preconceito de “fazer musiquinha pra criança”, um erro que muita gente acaba cometendo por não vivenciar o universo infantil. Acaba só repetindo o que já ouviu por aí de música infantil sem se perguntar se ainda é uma referência válida.

Um diferencial na criação de uma trilha para game é que a duração dela não está previamente determinada. A gente nunca sabe quanto tempo ela vai ficar tocando, pois isso depende do andamento do jogo, da habilidade do jogador. Por isso o processo exige uma técnica diferente de criação. A música precisa ter o formato de loop, ou seja, uma música sem fim, onde o final e começo se encaixam perfeitamente. Um jeito diferente de pensar música.

O engraçado é que criar os efeitos sonoros deu muito mais trabalho do que criar a música. A gente acha que é simples,mas quando vê, já gastou mais tempo nos “efeitinhos” do que na trilha mesmo. Por isso é bom cuidar na hora de orçar esse tipo de trabalho, pois é fácil de se enganar na estimativa de tempo gasto.

Toda programação visual do game foi criada pela Mono 3D, uma turma muito talentosa e criativa. Vale a pena conferir o trabalho deles.

Mauricio Domene

Not only are CD sales still falling, but a whopping 17 million customers stopped buying CDs altogether in 2008. The economic downturn is cited as one reason for the sharp decline, but new services offer viable ways for the music industry to survive this rocky transition period.

While overall music sales were up 10 percent in 2008, the year saw a drop not only in CD sales, but in the number of customers actually purchasing music. But according to a new report, the act of music listening is actually on the rise. While digital music purchases remain strong, the numbers show that there is still much more work to be done in the industry’s transition to a new, more diverse set of business models.

Leia o restante da matéria aqui